Como se fosse o último remédio, ele caminhava pela rua protegido pela escuridão. Caminhava com um aspescto obscuro; guardava lembranças conturbadas de uma noite que demorava a terminar. Olhava pro chão, sentia o ar denso das noites de verões chuvosos. Pensava mas tudo que queria era não pensar. Ele queria sumir, pois estava sendo violentado pela agúnstia. Seu corpo tremia de inquietação.
“Um queda sem retorno, uma queda para o alto...”
A pulsão da morte parecia que o dominava; entretanto, posso afirmar, tudo que ele possuía era vida contida nos contratos sociais. Ultimamente, com a morte do pai, o garoto havia adquirido responsabilidades sobre si; e talvez, em sua cabeça, sobre outros – a irmã mais nova, a cordata irmã mais velha e sua mãe. Esses tiravam a sua paciência dizendo como ele deveria comportar-se. Condutas éticas, que o feria, espessamente, permeavam aquele ambiente.O qual, naquela noite, desabara.
“Uma queda com um fim marcado, sem hora certa a chegar, uns passam a existir ao colocar os pés no chão. Quando não for mais passarei a ser...”
Ele já não era o de uma semana atrás. Passava agora a viver longe de um mundo de ilusão, com os pés no chão; e tão cedo, tão cedo... Logo, a rua escura, ao mesmo tempo em que lhe trazia medo, por causa dos assaltos ou qualquer coisa do tipo, lhe dava uma sensação estranha de força (o protegia). Naquele momento ele seria capaz de enfrentar qualquer coisa, sem medo de perder a vida.
“Eu acho que ser é inevitável e caímos para a morte, o fundo do poçó, um lugar adiante, o lugar com fim.”
Pensava que o enfrentamento seria sua escolha diante da inércia da vida:
“Ao evitar a inércia, continuo inerte na mesma, com o campo de movimento reduzido a uma queda...”
Na verdade, naqueles instantes de caminhada, ele só não era capaz de enfrentar a vida. Porque, naquela noite, nosso amigo havia descoberto algo que nunca imaginara, essa descoberta fez todo seu padrão ético-moral desmoronar: Ele soube também o porquê da morte e quem havia matado seu pai.
“Um queda sem retorno, uma queda para o alto...”
A pulsão da morte parecia que o dominava; entretanto, posso afirmar, tudo que ele possuía era vida contida nos contratos sociais. Ultimamente, com a morte do pai, o garoto havia adquirido responsabilidades sobre si; e talvez, em sua cabeça, sobre outros – a irmã mais nova, a cordata irmã mais velha e sua mãe. Esses tiravam a sua paciência dizendo como ele deveria comportar-se. Condutas éticas, que o feria, espessamente, permeavam aquele ambiente.O qual, naquela noite, desabara.
“Uma queda com um fim marcado, sem hora certa a chegar, uns passam a existir ao colocar os pés no chão. Quando não for mais passarei a ser...”
Ele já não era o de uma semana atrás. Passava agora a viver longe de um mundo de ilusão, com os pés no chão; e tão cedo, tão cedo... Logo, a rua escura, ao mesmo tempo em que lhe trazia medo, por causa dos assaltos ou qualquer coisa do tipo, lhe dava uma sensação estranha de força (o protegia). Naquele momento ele seria capaz de enfrentar qualquer coisa, sem medo de perder a vida.
“Eu acho que ser é inevitável e caímos para a morte, o fundo do poçó, um lugar adiante, o lugar com fim.”
Pensava que o enfrentamento seria sua escolha diante da inércia da vida:
“Ao evitar a inércia, continuo inerte na mesma, com o campo de movimento reduzido a uma queda...”
Na verdade, naqueles instantes de caminhada, ele só não era capaz de enfrentar a vida. Porque, naquela noite, nosso amigo havia descoberto algo que nunca imaginara, essa descoberta fez todo seu padrão ético-moral desmoronar: Ele soube também o porquê da morte e quem havia matado seu pai.
Continua...
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