quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uma queda sem retorno
Uma queda para o alto
Para o lado
Para algum lugar
Ao evitar a inércia
Continuo inerte na mesma
Com o campo de movimento reduzido a uma queda
Eu acho que ser é inevitável e caímos para a morte
O fundo do poço
Um lugar adiante
O lugar com fim
Onde já não somos mais - aonde está o erro, senão no movimento.
Alguns passam a existir quando deixamos de ser
Nossa mentalidade é resignificada a cada olhar – ficaremos em vida em lugar algum.
Uma queda com um fim marcado
Sem hora certa a chegar
Uns passam a existir ao colocar os pés no chão
Quando não for mais passarei a ser
E você? Sou um pouco do seu olhar.
Curiosamente, olhe em si sem exagerar, desvie o olhar.
Continue você... Quem será?:
Um vácuo, um espelho, um observador;
Um enlatado receptível a minha declaração.
A mim não importa quem sou,
Se já sou a não me importa.
E essa queda, que nóia!
Tranqüilizo a me angustiar.

2 comentários:

  1. "E você? Sou um pouco do seu olhar."

    Muita coisa me chamou atenção. Alguém já disse antes, eu confirmo...sua poesia é tão cotidiana...

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  2. "Uma queda sem retorno" seria ficar sem esses versos.. Gostei, Amigo Poeta! =)

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